quarta-feira, 2 de novembro de 2011

PÓS-OPERATÓRIO DE RESSECÇÃO DE TUMOR DE HIPÓFISE


PÓS-OPERATÓRIO DE RESSECÇÃO DE TUMOR DE HIPÓFISE
- Principais complicações:
Fístula liquórica
Diabetes insipidus/SIADH
Infecção
Lesão do nervo óptico
- hidratação: SF 0,9% - 990ml ± 1 – 2 ml/Kg/h
KCl 19,1% - 10ml
- antibioticoterapia profilática: Cefuroxima (Zinacef®) 750mg (IV) 8/8h
- protetor gástrico: Omeprazol 40mg (IV) 12/12h
- analgesia: Dipirona 2ml (IV) 6/6 h. Se necessitar analgesia adicional: à critério
clínico.
- Não é necessário prescrever “hidantalizar”
- Controle rigoroso da diurese
- Controle de sódio a cada 3 horas. Se alterações na diurese (poliúria) ou
alteração nos níveis séricos de sódio, solicitar também osmolalidade
plasmática e urinária a cada 3 horas.
- Atenção na utilização de DDAVP:
- não deve ser utilizado se Na+ normal
- realizar pequenas doses de cada vez (1/8 amp iv)
- Se Na > 148:
SF 0,9% – 500ml (IV) ± 1-2 ml/kg/hora
AD - 500ml
- Se Na < 135:
SF 0,9% - 450ml (IV) ± 1 ml//Kg/h em BIC
NaCl 20% - 50ml
Cuidados de enfermagem:
- protocolo de avaliação neurológica
- observar presença de diminuição da acuidade visual, nistagmo, diplopia,
estrabismo (por lesão do nervo óptico). ATENTAR PARA DÉFICITS DE PRÉ-
OPERATÓRIO.
- realizar balanço hídrico rigoroso de hora em hora. - comunicar e registrar alterações abruptas nos níveis de diurese
- controle de sódio a cada três horas
- NAS CIRURGIAS POR VIA TRANSFENOIDAL:
- manter tampão nasal – NUNCA REMOVER- somente será retirado pela
equipe de neurocirurgia.
- trocar o curativo secundário toda vez que necessário.
- observar saída de líquor pelas narinas (fístula liquórica).
- nos casos de fístula liquórica, manter decúbito a 0º
- nos casos de drenos lombares por fístulas liquóricas, mantê-los em cima
da cama.
- orientar a não assoar o nariz.
- NAS CIRURGIAS POR VIA CONVENCIONAL:
- observar ferida operatória.
Fisioterapia:
- protocolo de avaliação neurológica
- observar presença de diminuição da acuidade visual, nistagmo, diplopia,
estrabismo (por lesão do nervo óptico). ATENTAR PARA DÉFICITS DE PRÉ-
OPERATÓRIO.
- manter decúbito elevado a 30º. Nos casos de fístula liquórica, manter em 0º
- realizar movimentação dos membros
- NAS CIRURGIAS POR VIA TRANSFENOIDAL:
- não aspirar nasotraqueal
- estimular expectoração
- manter suporte adequado de oxigênio (nebulização ou máscara de
Venturi)
- não utilizar ventilação não invasiva
- NAS CIRURGIAS POR VIA CONVENCIONAL:
- manter oxigenioterapia adequada (cateter, nebulização ou máscara de
Venturi). Se necessário, ventilação não invasiva (Bipap, CPAP, RPPI).
- se na admissão, paciente estiver sob ventilação mecânica:
VC = 6 – 8 ml/Kg
PEEP = 5 ou de acordo com a complacência pulmonar.
Capnógrafo = 30 – 35
Ventilação a volume
FR – 12 a 15 ipm ou alterar volume corrente, de acordo com a saturação de
oxigênio, para manter a oxigenação adequada (Sat O2> 95%). Evitar FR
>16 ipm para evitar auto-PEEP, se necessário, alterar a relação I : E (1: 2). Parâmetros de desmame e extubação:
Controle ou reversibilidade do processo que causou o início da ventilação
mecânica.
Presença de estímulo respiratório
Nível de consciência adequado (Glasgow > 8)
pH entre 7,3 e 7,5
pO2 > 80 com FiO2 ≤ 0,4 e PEEP = 5
correção da sobrecarga hídrica
Pressão de suporte = 10
FiO2 = 30%
Freqüência respiratória = 0
Coleta de gasometria arterial
Não faz parte da nossa rotina mas, se necessário desmame em tubo T: 30´ até, no
máximo, 90´, sem deterioração respiratória ou sinais de desconforto, com
manutenção da paO2 ≥ 80 e SpO2 ≥ 95%.

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